Apesar dos cinco milhões de canções que o iTunes disponibiliza aos seus utilizadores, a loja digital da Apple continua a perseguir o mais desejado catálogo pop, que ainda não está à venda no formato digital. Os Beatles permanecem como os mais procurados pelos serviços de venda de música online e o iTunes mantém-se como aquele que está em melhor posição para concretizar o negócio.
Até há pouco tempo, qualquer tipo de acordo era praticamente
impossível. A Apple Inc., proprietária do iTunes, lutava judicialmente pelo nome que partilhava com a Apple Corps, entidade que gere os direitos dos Beatles. A Apple Inc. ficou com os direitos do nome, autorizando a Apple Corps a utilizá-lo. Resolvido o conflito legal, as negociações podem agora avançar com maior rapidez, já que, durante a última semana, os Beatles conseguiram também chegar a acordo com a EMI sobre dívidas relativas a royalties não pagos pela editora.
Neil Aspinall, antigo representante dos Beatles, mostrava-se empenhado na digitalização do catálogo da banda, apesar das dúvidas constantemente expressas pelos seus quatro patrões: Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono (viúva de John Lennon) e Olivia Harrison (viúva de George Harrison). Aliás, semelhantes hesitações surgiram quando, na década de 80, foi colocada a questão de reeditar a obra discográfica dos Beatles em CD.
Aspinall deixou o cargo esta semana, com Jeff Jones (antigo responsável do catálogo Legacy, da Sony) a ocupar o seu lugar. Surgiram já algumas notícias que apontam esta mudança como factor de indecisão sobre as negociações com o serviço iTunes, apesar da insistência da Apple Inc. e de Steve Jobs em particular.
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